O livro aborda o ato de educar de uma maneira muito especial, decifrando o que seria a postura de um educador democrático, ou seja, aquele que: assume os seus saberes; ocupa-se com o outro; prepara-se para receber o outro; reflete sobre sua prática; cria vínculo; realiza intervenções e dá devoluções; e dialoga com o outro.
Nesse sentido, a autora enfatiza que o ato de educar vai além das grades curriculares, pode e deve re-significar o relacionamento na vida das pessoas, o papel de cidadãos, alimentar esperanças, abrir horizontes e mudar vidas. A autora desenvolve em sua obra a ideia de que aprendemos porque somos seres humanos e nos tornamos humanos através do ato de conhecer o mundo, ou seja, nosso processo de humanização é marcado pelas relações de aprendizagem que vivenciamos ao longo da nossa história de vida. Nossa forma de aprender está marcada pela maneira como fomos iniciados nos nossos primeiros contatos com o mundo das coisas e com o mundo das pessoas. Este livro aborda como fomos ensinados a olhar, a falar, a tocar e a perceber as cores e odores do mundo que nos cerca.
FREIRE, Fátima. Quem educa marca o corpo do outro. São Paulo: Cortez, 2007, 135 p.