“Vim achando que ia ajudar e percebi que vou ser muito mais ajudada”,
foi a frase de Gabriela Ramos, voluntária presente na formação do
último sábado, 05. Durante o dia, ela ouviu conceitos e bases
norteadoras da leitura e da formação do sujeito, aprendendo como fazer
isso de uma forma positiva para si e para o outro.
O novo é sempre uma caixinha de surpresas, onde consta um punhado de
dúvidas e, é claro, muita ansiedade. Isso não é diferente nas formações
de nossos voluntário-mediadores.
Ao receber o material referente ao seu público de atuação, o frio na
barriga foi inevitável. “Fiquei me perguntando e se eles rirem de mim,
se não me ouvirem...”, contou Vanessa Sampaio, que atuará junto a uma
turma de EJA (Ensino de Jovens e Adultos). “Mas hoje foi um divisor de
águas, me capacitou para o que tenho que fazer. Estou tranqüila”,
concluiu.

Também cabe gente que não agüenta o entusiasmo e trata logo de
contaminar outras pessoas, como Gabriela, que já veio encantada. Tanto
que trouxe sua irmã, de nove anos, para conhecer um pouco sobre o
Programa e a Fundação Dixtal. Mayara, com sua deliciosa energia de
criança, contou histórias, falou de escola e de brinquedos. Mas o que
deixou a todos boquiabertos foi sua paixão pelos amigos do asilo
vizinho a sua casa. Assídua freqüentadora do lugar, Mayara sabe da
rotina de todos eles e o quanto sua visita os agrada.
Histórias parecidas que se encontram. Muitos encontraram em uma pessoa
o marco para entrar no mundo da leitura. Como Renata Cunha, cineasta,
que teve um professor muito especial durante o trajeto escolar. Hoje
ela é mais uma faminta pelo conhecimento escondido no meio das páginas.
Questões em volta da liderança – como se dá o processo de mudança, o
exercício da liderança, quais atitudes e público – fizeram os 30
voluntários presentes refletirem sobre o propósito da Roda. De maneira
bastante lúdica, a pedagoga Celina Bragança deu as peças necessárias
para a montagem do quebra-cabeça de cada um.
Outro ponto forte foi a importância de planejar para colher resultados.
“Planejar é chegar onde a mão não alcança”, afirmou Celina. Por esse
caminho mostrou que cada Roda de leitura traz um propósito menor e não
menos importante, um tijolo de construção para o objetivo da Fundação:
contribuir para a formação do sujeito.
Durante a despedida, foi notável a satisfação que tinham encontrado
durante o dia. Em forma de sorriso, cada um expressava o quanto àquelas
horas havia significado para seu crescimento. Vendo tanta energia em
seus olhos é impossível duvidar que as Rodas cheguem a 1 Milhão.